quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Comunidades virtuais: Um caminho para Inclusão Social

A tecnologia hoje está presente no nosso dia-a-dia, já tão real que na maioria das vezes nem notamos sua presença, esse crescimento vem alterando a nossa cultura de forma significativa e re-configurando nossos hábitos e a nossa estrutura social. a comunicação mediada por computador traz atulamente um novo conceito de comunidade. Um dos primeiros a definir comunidades virtuais foi Howard Rheingold em The Virtual Community, de 1998, definindo como comunidades virtuais como "agregações sociais que emergem na Internet quando uma quantidade significativas de pessoas promove discussões públicas num período de tempo suficiente, com emoções suficientes, para formar teias de relações pessoais no ciberespaço" gerando a possibilidade de sentir-se parte de um contexto no ciberespaço, aproximando pessoas e criando uma nova forma de construção de conhecimento.

A reflexão sobre redes e sua natureza na sociedade humana é, deveras, bastante ampla, encontrando ressonância em todos os campos das ciências. Nesse sentido, é importante referenciar o que pensa CAPRA (1996) sobre esse assunto. Para o autor, a rede é um elemento intrínseco do ser humano, sendo parte da constituição do homem desde seu nascimento até sua morte. A essa idéia se soma a questão virtual que, paulatinamente, vem integrando a humanidade numa nova rede de relações que passa também a ser da nossa constituição e natureza. As comunidades virtuais são, nesse caso, um dos elementos desse fenômeno com explicações que transcendem o entendimento no campo da educação.

O uso de ferramentas como o blog para aumentar a atração pela aula é extremamente interessante, mas também muito complexa principalmente porque não existem receitas prontas de como fazer funcionar de forma eficaz. É um exercício de erros e acertos, mas que não deve ser deixado de lado. O blog é um ambiente aberto, não foi desenvolvido para um uso educacional, mas se afirmamos que a educação deve preparar o aluno para a vida, e oferecer situações que o aluno seja capaz de resolver problemas e fazer escolhas, os blogs podem ser um meio de se trabalhar os valores, esse contato com uma comunidade virtual que nos apresenta diversas escolhas, que além do conteúdo a ser desenvolvido podemos aproveitar a tecnologia para aproximar pessoas, que a máquina pode ser utilizada para expressar sentimentos. Atrás do computador tem uma pessoa com emoções, medos, angústias, sonhos e comnhecimentos a compartilhar.

Com o objetivo de preparar o aluno para o mundo, nas diversas formas que ele se apresenta, formando um cidadão capaz de fazer escolhas que contribuam para o crescimento social e diria até virtual, o blog é um dos meios de provocar no aluno um censo crítico, capaz de refletir sobre suas ações, a partir do mento que é levado a fazer escolhas e tornar pública sua opinião como nos diz Nóvoa, "a experiência não é nem formadora nem produtora. É a reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a formação."

As comunidades virtuais fazem com que o tempo e o espaço deixem de ser barreiras para a comunicação alterando o cotidiano. Pertencer a uma comunidade requer o sentimento de ligação, de participação. Considerando essa realidade virtual, professor e aluno vem utilizando essa forma de socialização para enriquecer seus conhecimentos, essa será a tendência de formação docente, mudando os estilos convencionais de comunicação.


Vanessa dos Santos Nogueira

Pedagoga
Colunista - Brasil Escola.com

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Influência da Informática no Desenvolvimento Infantil


Um dos objetivos da introdução dos computadores na vida das crianças é que esta tecnologia estimule suas mentes e potencialize seu desenvolvimento intelectual, paralelamente ao seu desenvolvimento psicossocial, uma vez que sua coordenação motora está se estabelecendo concomitantemente a seus gostos e relações sociais.

A proposta de utilizar os computadores no processo educativo desde as séries iniciais é de Papert, pois segundo sua proposta o computador iria "ampliar a escola," revolucionar a educação e reformular a mente das crianças. Sua linguagem de programação, projetada especialmente para crianças, deveria provocar o estímulo para essa revolução. Influenciado pelo psicólogo e filósofo Jean Piaget, com quem estudou, Papert afirma ter combinado complexas teorias de desenvolvimento infantil de Piaget com seu próprio trabalho no campo da inteligência artificial.

Essa fusão aparente levou à criação da linguagem Logo, que Papert esperava a sistematização do uso de computadores no aprendizado, iniciando-se na pré-escola ou até mesmo em anos anteriores.

No sistema educacional brasileiro a implantação de computadores nas escolas é mais comum a partir do início do Ensino Fundamental, embora algumas instituições iniciem esse processo desde a Educação Infantil, o que, no entanto, não representa um número expressivo. Portanto, segundo a realidade brasileira, os primeiros contatos da criança com o computador em seu processo de aprendizado se darão, aproximadamente, a partir dos seis a sete anos de idade.

Segundo Erickson, a criança dessa faixa etária encontra-se na fase latência na Teoria Freudiana. Esta é a idade do domínio versus inferioridade, que vai dos seis aos doze anos. A principal realização deste estágio de aprendizagem das habilidades tanto na escola quanto fora dela. Em Piaget, este período corresponde à fase de centralizaçã, onde a criança consegue perceber apenas um dos aspectos de um objeto ou acontecimento (estágio das operações concretas), ela não é capaz de relacionar a si mesma com os diferentes aspectos e dimensões de uma situação.

Para a inicialização da criança com o computador, é missão da escola atender a esse aprendiz, tornando significativo o seu aprendizado, enfatizando o "aprender" e não o "ensinar," pois o conhecimento provoca mudanças e transformações.

Cabe ao educador tornar o computador uma parte do ambiente natural da criança, explorando todas as possibilidades que o computador lhes oferece, assim como afirmava Piaget, trabalhando principalmente os softwares, em que grande parte da atenção está voltada, sendo eles: Logo, softwares educacionais, softwares de simulação e programação, softwares gráficos.

Para a aplicação dos softwares como ferramenta pedagógica, cabe ao educador considerar as competências intelectuais autônomas do ser-humano. Em Gardner, temos postuladas sete competências, ou inteligências múltiplas, a saber: 1) Inteligência Linguística; 2) Inteligência Lógico-matemática; 3) Inteligência Corporal-cinestésica; 4) Inteligência Musical; 5) Inteligência Espacial; 6) Inteligência Intrapessoal; 7) Inteligência Interpessoal. Gardner ainda explora uma oitava inteligência e, embora existam outras, ainda se encontram em fases de pesquisa. Através da utilização do computador no processo educacional, diversas habilidades podem ser desenvolvidas simultaneamente, facilitando a formação de indivíduos polivalentes e multifuncionais, diferentemente.

Espera-se que sua utilização promova aulas mais criativas, motivadoras, dinâmicas e que envolvam os alunos para novas descobertas e aprendizagens, proporcionando aos mesmos autonomia, curiosidade, cooperação e socialização, principalmente quando da utilização da Internet que possibilita diversos tipos de comunicação e interações entre as culturas de forma bastante enriquecedora.

Portanto, durante estes primeiros contatos, considerando o desenvolvimento intelecyual e psicológico dessas crianças e o material pedagógico trabalhado durante este período, elas apresentam um compotamento de interesse e motivação, embora algumas se sentem apreensivas diante desse primeiro contato e de suas novas descobertas.


Wagner Antonio Junior
Faculdade de Ciências
UNESP - campus de Bauru



-->> Fonte:
www.educador.brasilescola.com/trabalho-docente